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Turistas começam a chegar a Florianópolis para o Carnaval

Carnaval em Florianópolis tem espaço para todos os tipos de público. Tem os mais sossegados, que preferem ficar na praia, aqueles que preferem bailes em hotéis e clubes com toda a família e também aqueles que vão para a rua e só param de pular na Quarta-feira de Cinzas.

De acordo com o diretor-presidente da ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), Samuel Koch, o setor hoteleiro focado em perfis de turistas bem variados e as atrações diversificadas da Capital contribuem para essa miscelânea. “Florianópolis é preparada para receber públicos de todo tipo. Desde famílias, ecoturistas, terceira idade e também jovens em busca de festas badaladas”.

A expectativa da ABIH é de ocuparem pelo menos 80% dos leitos durante o Carnaval.  Na praia de Jurerê Internacional, um grupo de 20 pessoas de quatro famílias veio da cidade de Mercedez, no Uruguai, em busca de um carnaval tranquilo. Querem aproveitar as praias e o sossego da cidade. Hospedados em um hotel em Ingleses, planejam ir a um baile de Carnaval em um hotel próximo onde vão poder levar as 12 crianças que vieram com eles. A empresária Isabel Castellano, 40, diz que costumavam ir a Punta Del Este, no Uruguai, mas dessa vez resolveram mudar e vir ao Brasil. “Planejamos com dois meses de antecedência para fazer a viagem em quatro carros”.

Já a publicitária Eduarda Miranda, 26, trouxe seu filho Antônio, 2, para passar o Carnaval com os pais, que moram em Jurerê. Eles vivem em Rezende, no Rio de Janeiro, e buscam sossego durante essa época do ano. A mãe de Eduarda, Mônica Rios, 51, que costuma passar a alta temporada em Rezende para evitar a época mais cheia de Florianópolis, voltou há poucos dias. “Aqui em Jurerê é bom porque tem carnaval nas beach clubs, bem perto de casa, e podemos levar e buscar os filhos com mais segurança. Tem muita gente que bebe e o trânsito fica perigoso”.

Segurança também é o que busca um grupo de israelenses que chegou nessa quinta de manhã à Capital. Quem passava pela rodoviária podia notar dezenas de jovens mochileiros falando rápido em hebraico. De acordo com dois guias de turismo que estavam aguardando os estrangeiros no desembarque do Terminal Rodoviário Rita Maria, eram 1.200 jovens vindos de Israel para passar o Carnaval na ilha, a maioria hospedada em casas de família e hostels na Barra da Lagoa.

A estudante Karen Yaacobi, 22, é uma delas. Fala um pouco de espanhol e prefere se comunicar em inglês, mas não se intimidou em vir num feriado movimentado. Ela chegou de Jerusalém com dez amigos e ficará hospedada em uma casa de família. “Conheço o Carnaval de Salvador e do Rio de Janeiro pelas revistas e televisão, mas escolhi vir para Florianópolis porque é mais seguro”.

Como é a primeira vez que vem, não sabe como são as praias ou as festas, mas tem a expectativa de que seja melhor que em Jerusalém. Karen diz que em Israel eles têm o feriado e alguns bailes de máscaras, mas não festas como aqui no Brasil. “Também temos praias, só que não são muito limpas e quando vimos as praias daqui, quisemos vir logo num feriado conhecido”.

O diretor-presidente da ABIH diz que é cedo para saber se a expectativa que a turista israelense tem, de uma Capital mais segura, será atingida. “Ainda temos muito a melhorar em questão de segurança. Mas, só depois da temporada teremos dados para medir a percepção do turista sobre a cidade”.  

O Ministério do Turismo calcula que o Carnaval deve atrair 184,5 mil turistas a Santa Catarina, movimentando R$ 182 milhões.

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